Mostrando postagens com marcador Chama Violeta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chama Violeta. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de junho de 2016

Pra quem acredita que a musica transpõe barreiras e te leva, eleva muito além...chegou o CD ILHA do Chama Violeta



Como conceito mistico, espiritual ou esotérico Chama Violeta não é mais que "afirmar a mudança que desejamos para nós próprios, para aqueles que amamos e sobretudo para a Terra. Trata-se de reiterar em conjunto que estamos certos da transformação e elevação da consciência da Humanidade. Trata-se de renovar, em uníssono, a nossa firme convicção que só o Amor, a Verdade, a Harmonia e a Justiça triunfarão. Significa o início de uma nova abordagem à transformação que desejamos ver concretizada no coração dos Homens e da Terra."


E Chama Violeta também é o nome escolhido por um grupo de talentosos músicos para sua banda... o grupo mescla ritmos de maneira muito original, tem uma sonoridade muito brasileira ao mesmo tempo em que fica evidente influencias de todos cantos do mundo. Com uma constante preocupação com o homem, a vida e a terra em suas musicas, tem inserido em cada composição uma chama de transmutação e liberdade, pesquisam e experimentam com sons e sentidos, não se encaixam em um gênero especifico pois brincam com a mistura de ritmos. A primeira vez que assisti uma apresentação do Chama Violeta foi em um show coletivo chamado Mulher EnCanto onde, mesmo não sendo os protagonistas era impossível não prestar atenção neles. Depois disso, tive a oportunidade de vê-los em um Sons da Cidade também no Teatro Renascença e esta apresentação só confirmou minha primeira impressão.

Com o apoio do FUMPROARTE em maio passado o Chama Violeta lançou seu primeiro CD  ILHA, um reduto de paz, beleza e harmonia em meio ao caos do dia a dia... O CD é cheio de participações especiais, Naná Vasconcelos ,falecido em março deste ano , gravou a faixa Agegê que é uma homenagem ao também saudoso Giba Giba. Outros dois grandes percussionistas participam do disco como convidados, Edu do Nascimento, filho de Giba Giba que mantém viva a força do tambor Afro-Gaúcho, o SOPAPO e Pingo Borel que trás a influencia do alabê (tamboreiro) de nação, forma religiosa de matriz africana vigente do Rio Grande do Sul. Ainda participam do disco nomes como Simoninha e Serginho Moah entre outros nomes importante da musica.
 
No mês de maio aconteceu no Teatro Renascença  o show de lançamento do CD ILHA e foi uma noite de teatro com boa lotação, muitas emoções e belas canções, algumas das participações especiais do CD estavam no show entre os momentos mais marcantes, na minha opinião, estão as musicas Agege e Jurema, gosto muito destas duas canções. Todos os musicos do grupo são muito bons, Xiru tem um carisma impressionante e Lua Fernandes por mais que se esconda em um cantinho mais escuro do palco tem um brilho natural que faz os olhares se dirigirem a ela. Fica comprovado, a Lua tem seu brilho!


O CD te leva para além da musica, é uma viagem para dentro de nós mesmos, nos permitem sair do nosso cotidiano e nos levar além das fronteiras do real, a musica nos transporta para terras distantes, montes, morros, rios, florestas, lugares distantes que estão dentro de nós... Quem ainda não conhece este belo trabalho precisa conhecer e fazer parte desta viagem mistica e transcendental.

Fazem parte do Chama Violeta  
Xiru - voz e violão
Rafael Pavão - percussão
Lua Fernandes - percussão
Titeu Moraes - guitarra
Paulo Liska - baixo
Duda Cunha - bateria

 


  


 

 

 

  























quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Por que a Lua (Fernandes) brilha por si só...










Sons da Cidade: Carmen Correa e Chama Violeta mostram seu trabalho...

 Ontem da CCMQ fui direto para o Teatro Renascença onde acontece o Sons da Cidade, projeto criado em 2016 que é voltado à diversidade da produção musical de Porto Alegre, e é uma realização da Prefeitura, por meio da Coordenação de Música da Secretaria Municipal da Cultura. 

Na edição de ontem dividiram o palco Carmen Correa e Chama Violeta ao final do espetáculo a primeira coisa que me veio a cabeça foi como dois estilos e shows  tão diferentes tinham tanto em comum.

Carmen entra primeiro, voz e violão, com uma proposta bem intimista...o próprio cenário montado já remetia a ideia de aconchego, de um encontro  entre amigos na sala de casa. Carmen conversou muito, falou sobre o seu processo atual de preparação do primeiro disco e mostrou suas novas composições. A voz de Carmen consegue ser doce e forte ao mesmo tempo, passa uma segurança e confiança que impressionam sempre que escuto. 
Esta foi a primeira vez que assisti Carmen sozinha no palco, a algum tempo atras ela vez uma participação em um show da Ana Lonardi onde cantaram juntas a canção Branquela da Carmen e aquilo me emocionou muito, foi de arrepiar (tenho este vídeo) e ano passado tive a oportunidade de assistir no Teatro do Sesc o espetáculo coletivo Mulher EnCanto onde cada uma apresentou duas musicas do seu trabalho autoral. Ontem assisti uma bela mostra do que será o disco de Carmen e da ascensão e reconhecimento de uma grande cantora e compositora.



 E depois de um rápido intervalo para retirar o cenário e preparar o palco é a vez da Chama Violeta se apresentar...  A formação tem Chirú (voz e violão), Paulo Liska (baixo), Duda Cunha (bateria), Titeu Moraes (guitarra e violão), Rafael Pavão e Lua Fernandes (percussão) e esse pessoal tem uma energia unica, com muita animação e cheios de gratidão (vou uma das palavras que mais ouvi ser mencionada por Chirú, vocalista da banda. Todos são músicos excelentes e se divertem em quanto tocam, alguns são mais tímidos e discretos enquanto outros se destacam até quando ficam no cantinho... Não tenho como deixar de destacar o carisma do Chirú e a luz da Lua que lá no fundo do palco tentando ser discreta não conseguia opacar seu brilho.

 A banda mistura uma grande diversidade de sonoridades e estilos  brasileiros, sem prender-se a um gênero específico - vão do samba a soul music passando pelo  baião, a ciranda, os folclores regionais, os ritmos africanos.

Este é outro excelente CD que deve chegar ao mercado ano que vem...fiquem atentos!