Mostrando postagens com marcador Maysa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Maysa. Mostrar todas as postagens

sábado, 29 de abril de 2017

Daniel Debiagi... sempre me surpreende.




Esta semana assisti no Teatro Bruno Kieffer o espetáculo Só na Multidão - Tributo a Maysa com Daniel Debiagi, é a segunda vez que assisto este espetáculo, estava na estreia ano passado no Centro Cultural da Santa Casa, claro que conheço o trabalho do Daniel a mais tempo, me encantei quando fui assistir Drama Flor
O que mais me surpreende nesta homenagem a Maysa é a escolha das musicas dando enfase a versatilidade de suas interpretações. A forma como elas foram escolhidas e mescladas com trechos de depoimentos dados por ela durante a vida. Mesmo Maysa tendo a característica de ter se consagrado pelas canções densas, fortes que falam basicamente das dores de amor o show mantem uma leveza agradável. Os trechos dos depoimentos, quase sempre com um leve toque de humor ou pelo menos sarcasmo mostram com clareza a personalidade marcante desta mulher que estava a frente do seu tempo, foram escolhidos de forma a amenizar e dor contida nas letras e que Daniel interpreta com maestria.
Enquanto escrevo fica bem evidente a proximidade entre o Daniel autoral e Maysa, Daniel também fala muito das dores de amor.
Daniel é um artista completo, canta, dança e interpreta, e neste show foi acompanhado por Giordanno Barbieri no piano e Fernando Sessé na percussão além das participações especiais de Danny Calixto e da bailarina Ana Medeiros. 

Confira três momentos do Show Só na Multidão de Daniel Debiagi:




  


 


  

  
                               

                                                        

                  

 

  






 
























quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Só na Multidão...Daniel Debiagi homenageia belamente Maysa ...

Foi no palco do Centro Cultural da Santa Casa que vi Daniel Debiagi pela primeira vez, naquela época não sabia nada dele, nunca tinha ouvido sequer falar naquele menino... foi uma bela surpresa!
Tenho acompanhado o trabalho dele desde então e sempre que posso vou nos espetáculos, baixei o EP e de tempos em tempos revejo algum vídeo disponibilizado na internet.

Tenho que admitir, quando Daniel me disse que estava preparando um show em homenagem a Maysa, que teria a estreia em Paris, achei uma ideia genial pois Maysa merece ser lembrada e reconhecida como a grande cantora que foi mas também fiquei curiosa... a imagem que eu tinha e tenho de Maysa, não tem nada a ver com a imagem que tenho, com o que vejo, de Daniel...
Sei que Daniel tem uma ótima postura cênica, trabalha muito bem a dramaticidade, mas até o drama em Daniel me parece algo um tanto doce, com uma certa leveza poética enquanto que em Maysa o drama, a dor, sempre teve aquela imagem de força desoladora... que destrói  tudo, como de fato a vida dela, de certa forma, comprova...

Sexta -feira, mais uma vez Daniel me surpreendeu. Primeiro pelo cenário de muito bom gosto, luz tênue, intimidade de quarto desarrumado, aumentava o ar de cumplicidade com o publico. Começar o show com um áudio da própria Maysa foi outra bela escolha...Maysa introduzindo Maysa. 

  
Daniel conseguiu incorporar o universo dramático de Maysa sendo Daniel, entre textos, falas e canções ele conseguiu mostrar toda força desta artista que sempre levou e cantou o amor em seu limite. O repertorio mostrou vários momentos da carreira de Maysa, dando destaque as musicas que a consagraram mas mostrando também como ele transitou confortavelmente por diferentes gêneros musicais.
   
Daniel estava primorosamente acompanhado por Giovanni Barbieri no piano e Fernando Sessé na percussão e efeitos, além das participações especiais de Cesar Franarin no sax e de Ana Medeiros que conseguiu fazer uma bela conversa  entre a voz de Daniel e as castanholas, um verdadeiro dueto que se estendeu na dança...um momento magico no show.
  
Foi um show de grande emoção... sem duvida! Mas ao contrario do que se podia imaginar foi um show de uma leveza encantadora, mesmo nas musicas mais fortes, aquelas da chamada "dor de cotovelo", em que se brinca que são quase de cortar os pulsos, Daniel conseguiu manter uma certa leveza, cantou Maysa, falou da importância dela para ele, se emocionou, chorou ... foi autentico, verdadeiro, foi Daniel em todo momento.