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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

De onde vem o Samba?... Da Oficina de Choro e Samba do Santander Cultural



E a Oficina de Choro e Samba do Santander Cultural que tem a coordenação do musico Mathias Pinto não poderia deixar passar em branco as comemorações do centenário do Samba. Na ultima quarta-feira, dia 17,  no hall central do Santander Cultural aconteceu o Show "De Onde Vem o Samba?", nome inspirado nos versos da Paulo Cesar Pinheiro e Luciana Rabello. 

O marco que se tem para que este ano seja a comemoração do 100 Anos de Samba é o lançamento da  musica "Pelo telefone" em  1916 quando o samba ainda estava em sua fase inicial.  Pelo Telefone foi composta dentro da casa da Tia Ciata, famoso terreiro de candomblé da época que era frequentada por grandes músicos.  Em 27 de novembro de 1916 foi gravada como de autoria de Ernesto dos Santos, o Donga. Como a musica nasceu em uma roda de samba, de improvisações e criações conjuntas, com o grande sucesso, vários músicos reivindicaram a autoria da composição. Posteriormente Donga também  incluiu o jornalista Mauro de Almeira como compositor da musica.
 
A Oficina do Choro e do Samba tem encontros nas tardes de sábado, a mais de 10 anos, de forma gratuita em umas das salas do Santander Cultural, reuniões que consistem em um resgate que ilustra as origens e desenvolvimento do choro, primeira manifestação musical genuinamente brasileira. A Oficina procura promover a educação musical por meio da linguagem do choro, e do samba também, com uma abordagem prática e teórica.
  
Para o repertorio da apresentação foram escolhidas musicas fundamentais para o gênero desde o seu inicio até os dias atuais, onde o publico além de desfrutar de uma bela seleção musical tinha uma rápida explicação que contextualizada a importância daquela composição para a época em que foi feita. O publico teve a oportunidade de perceber, através das composições escolhidas para o espetáculo, como este gênero musical tão popular sofreu modificações com o passar do tempo. Foram escolhidas composições de Sinhô, Noel Rosa, Ataulfo, Ismael Silva, Cartola, Adoniran Barbosa, Paulinho da Viola, Lupicinio Rodrigues e de Paulo Cesar Pinheiro, bem como algumas composições do próprio Mathias Pinto. 
  
Para este espetáculo o grupo da Oficina de Choro e Samba contou com a participação da belíssima voz de Nani Medeiros e de Gabriel Pinto que em algumas interpretações emocionaram muito ao publico presente (foram colocadas cadeiras extras pois o interesse do publico foi maior que o esperado), Mathias Pinto nos arranjos e violão, Lucian Krolow na flauta, Rafael Rodrigues no cavaquinho e voz, Thayan Martins e Marcelo Amaro na percussão. 
  
A musica era tão contagiante que mesmo em um ambiente um tanto austero como é o saguão principal do Santander Cultural foi impossível ficar parado e nas musicas finais do espetáculo muitas pessoas já estavam de pé, dançando ...

   

   

   


























segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O que é melhor...café ou chimarrão?...Musica!

O Átrio do Santander apresentou no ultimo domingo, dia 15/11, um belo projeto de dois grandes músicos em busca uma ligação entre diferentes sonoridades de diversas partes do mundo. 

Mathias Pinto, violonista, arranjador e compositor é musico consagrado dentro do universo da MPB, coordena a Oficina de Choro e Samba do Santander Cultural, participando de diversos projetos musicais da cidade, entre eles a direção musical e arranjos de Lupi, O Musical onde seu trabalho foi essencial, é um grande pesquisador da musica, em 2010 fundou o Grupo Choro do Rio Grande onde os integrantes pesquisam sobre os chorões do seculo passado como foi Otávio Dutra (quer saber sobre Otávio Dutra?Assista o documentário Espia Só).

Paulinho Fagundes trás toda a tradição da musica nativista gaúcha no seu DNA mas mesmo assim mostrou, desde criança, outros interesses musicais. Depois de uma rápida passagem por aulas de piano, decidiu dedicar-se ao violão e passou ater aulas com o guitarristas Edilson Avila que o levou pelas veredas  da teoria musical incentivando-o para todas as influencias e gêneros existentes, logo foi conhecendo e admirando a diversidade da world music e dessa forma a musica instrumental , em especial o jazz, se tornaram uma grande paixão.

Este trabalho onde os dois músicos se unem a ideia é abrir mão de regras e preconceitos ente os diferentes gêneros musicais e tem como proposta apresentar a musica popular com uma visão ampla e aberta. Além de musicas autorais da dupla tocaram composições de Paulo Dorfman, Jacob do Bandolim, Garoto, entre outros.

Tenho que admitir que não conhecia o trabalho de Paulinho Fagundes e sempre associei o nome Fagundes ao nativismo e tradicionalismo... foi uma grata surpresa que me encheu de satisfação não só pela apresentação de ontem no Santander ao lado de Mathias Pinto mas também pelo CD Pedra Moura que encanta desde a apresentação,  a capa e encarte são lindos mas  principalmente a partir do momento em que se coloca o disco para tocar e se tem uma experiencia unica aos ouvidos e aos outros sentidos...