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sábado, 22 de abril de 2017

A maloqueragem invade o bar...


Esta semana foi minha estreia na Maloca do Marinho que já esta na sua 18° Edição e acontece uma quinta feira por mês no Bar do Marinho.
 Fui e me surpreendi, a diversidade impera e o trabalho autoral das pessoas que passaram por ali me surpreendeu bastante.

Confesso que fui primeiramente pela poesia, ter a oportunidade de escutar Deborah Finocchiaro e Mario Pirata no mesmo dia foi tentador e em algum momento, vê-los juntos compartilhando o palco de forma tão despretensiosa e espontânea foi bárbaro, encantador. 

Com relação a musica, entre as atrações anunciadas e os que se aventuraram muita gente boa subiu ao palco...

Vini Cordeiro talentosíssimo,  Lico Silveira já conheço de outras apresentações tanto com seus tributos como de alguns trabalhos autorais, a querida Lu Barros que tive o prazer de ver cantar pela primeira vez...
 Mas é de Lila Borges que quero falar um pouco mais, no final de março assisti  Lila na Biblioteca Publica do Estado dentro do projeto Chapéu Acústico cantando Elis Regina acompanhada ao piano por Dionara Fuentes.  Ela canta a primeira musica e só depois se dão conta que o microfone dela esta desligado mas durante a musica a falta do microfone não foi notada, tamanha é a potencia de voz desta menina. Naquela apresentação, observando Lila me parecia que lhe faltava algo, de certa forma ela me passava a impressão de estar desconfortável (talvez esta não seja a palavra exata)... quinta no Marinho, matei a charada! Faltava o violão! Sem o violão parece que ela não sabia o que fazer com as mãos, o violão é uma forma de autonomia, de empoderamento (que ela, se ler isso, me confirme se sim ou não), e digo mais, Lila Borges tem uma linda voz, é uma grande interprete mas como compositora é muito melhor, o trabalho autoral que vi me chamou muito a a tenção. Por muito que um interprete escolha musicas que gostaria de ter escrito para cantar, escutar alguém cantando aquilo que escreveu, não tem comparação, tem muito mais força e verdade.

Não vou mencionar o nome dos que  participaram do palco aberto pois não seria junto mencionar uns e não outros vou deixar o registro das fotos falarem...

A Maloca do Marinho é antes de qualquer coisa um encontro de amigos, um acolhimento para quem quer mostrar seu trabalho, compartilhar ideias e sentimentos, é uma grande oportunidade de conhecer novos trabalhos.


 


  



 





 







 

 


 


















sábado, 27 de fevereiro de 2016

Amigos da ALICE, amor e respeito ao ser humano fazendo um Sarau

Na terça-feria, dia 23/02 o Bar do Marinho abriu suas portas para uma atividade diferente,  o Sarau Amigos da ALICE, claro que fui a outros saraus, mas definitivamente este é muito especial por toda conotação social que envolve ALICE - Agencia Livre para Informação, Cidadania e Educação.
  

Tenho que admitir que quando vi o convite no Facebook não tinha a menor ideia de quem era ALICE só então descobri que a Agencia Livre para Informação, Cidadania e Educação (ALICE) é uma organização sem fins lucrativos formada por jornalistas e outros profissionais de diversas áreas interessados em discutir, qualificar e democratizar a comunicação brasileira e que é responsável, desde agosto de 2000, pelo Boca de Rua, único jornal do mundo inteiramente feito, vendido e autogerido por moradores de rua. Com o proposito de formar leitores críticos, democratizar e qualificar a informação no país o agencia trabalha para garantir o direito a comunicação de todos os cidadãos.
 Os primeiros projetos surgiram em 1999 e a ONG foi registrada em 2004, os Saraus além de reunir o grupo de Amigos de ALICE e ser um convite para que outras pessoas se aproximem e conheçam a entidade é uma maneira de se manter em atividade pois ali são vendidas camisetas, livros, postais com desenhos de cartunistas amigos e em cada Sarau conta com a participação de um artista conhecido. 



  
Esta edição contou com a participação do poeta e brincadeiro Mario Pirata, conheço o trabalho literário de Mario a muito tempo, tive oportunidade de vê-lo atuar em eventos coletivos como foi o Show de Aniversário do Programa Cantos do Sul da Terra da radio Cultura e de uma apresentação do Bataclã FC e os Mastigadores de Poesia mas esta foi a primeira vez que assisti uma apresentação dele sozinho, confesso que não foi uma surpresa o que vi, não esperava nada diferente vindo do Mario que conheço fora dos palcos, mas isso não diminuiu meu fascínio e encantamento.
  
Mario é inquieto e irreverente, poeta com o verso sempre presente, com uma impressionante  facilidade para o improviso, ele é um menino... Com pandeiro, chocalho e apito faz barulho, chama a atenção e se faz ouvir. Brinca com as pessoas, desacomoda os acomodados, movimenta os parados e trás a tona nos adultos um pouco da descontração e leveza da criança que trazemos na alma. Mario fez parte da "geração mimeografo" dos anos 70, aquela geração inquieta e com muita a dizer que me tempos de ditadura e repressão não se permitiu ficar calada e com muito improviso e vontade divulgavam seu trabalho. Com mais de 16 livros publicados, muitos deles infantis, dedica-se a educação, brincando com crianças, realizando conversas com adolescentes e adultos tem a encantadora habilidade de abordar temas sérios e importantes convidando seu publico a reflexão com uma leveza e simplicidade impressionantes. Se apresenta em teatros, feiras, congressos, praças e espaços culturais dos mais variados, já foi patrono e padrinho de diversas feiras em escolas ou cidades, participando de inúmeros saraus e encontros de poesia, realizando oficinas vai mostrando seu trabalho e incentivando o desenvolvimento da linguagem, poesia e o universo da criação. Escreveu "O Cavaleiro de Mão de Fogo, Arca de Noel e O Auto de Natal do Abelardo para o grupo de teatro de bonecos A Caixa do Elefante e O Cisne para o Entre Linhas de teatro. Particularmente, me senti emocionada e renovada com a apresentação Mario, circulando entra as pessoas ou no palco, entre poemas próprios ou de outros autores importantes alternados com uma conversa espontânea, Mario da o seu recado e diz ao que veio... as vezes doce, as vezes acido me enche a alma de palavras, luz e fatos.
  

Foi um belo Sarau em um verdadeiro ambiente de amor e amizade, com pessoas que acreditam em mudanças e não esperam sentadas que elas aconteçam, pra quem quer conhecer o trabalho de ALICE e seus amigos, fazer parte desta pequena revolução sendo um contribuinte do projeto visite o site http://www.alice.org.br/ e o Facebook https://www.facebook.com/alice.org/