domingo, 15 de novembro de 2015

E a gaita mostra seu encanto...Borghetti 30 anos

No dia 11/11, quarta-feira, aconteceu, no Teatro São Pedro lotado, O Show 30 Anos de Gaita Ponto de Renato Borguetti.

E Renato tem muito a comemorar! Hoje, com certeza, é uma das carreiras internacionais mais sólidas do cenário musical brasileiro. Faz shows em todos os continentes, principalmente na Europa, tendo inclusive fãs clubes. A musica de Renato Borghetti mesmo tendo sua essência no regionalismo gaúcho com a predominância de ritmos como vanerão, chote, milonga e chamamé é universal e totalmente contemporânea.

 Independente de onde esteja... cidade, estado, país, continente ou hemisfério ele encanta por seu talento, sua grande qualidade como instrumentista e carisma pessoal.

Quem esteve presente no Teatro São Pedro na ultima quanta-feira sabiam exatamente o que iriam assistir e não esperavam nada diferente, de alguma forma que não sei explicar, Renato Borghetti consegue ser inovador fazendo sempre o mesmo. Acho que o grande segredo disso esta em que não existe a pretensão de ser uma formula pré estabelecida para o sucesso, simplesmente é o seu jeito, a gaita já é uma extensão do seu corpo, ela faz parte dele e ele faz parte dela...e quando a gaita esta nas mãos de Borghetti se tornam uma coisa só...e aí esta todo enquanto e magia de seu sucesso.

A muitos anos que Renato Borghetti se apresenta com os mesmo músicos, fazendo uma que outra variação mas sempre mantendo a mesma base, por este motivo eles tem uma cumplicidade e entrosamento no palco que fazem toda a diferença, antes de estarem trabalhando, estão se divertindo, fica muito clara esta relação de familiaridade entre eles... passam a impressão para o publico de que cada apresentação é antes de qualquer coisa uma grande brincadeira, uma diversão, é uma festa... e quando se comemora 30 anos de carreira esta sensação fica muito mais forte e evidente. 

Estavam no palco com Borghettinho, Daniel Sá nos violões, Pedrinho Figueiredo na flauta e sax e Vitor Peixoto no piano, grandes músicos que dão aos shows de Renato Borghetti alguns elementos especiais, afinal  todos são protagonistas, cada um tem seu momento e mostra seu trabalho, seu talento... cada um faz seu espetáculo e juntos fazem um grande show... Parabéns a Renato Borghetti que comemora seus 30 anos de carreira e parabéns para todos que acompanham a trajetória deste grande musico e sabem que ainda vem muita coisa boa por ai... no minimo, 30 anos mais!

































 tendo na essência ritmos como vanerão, chote, milonga e chamamé, não causa nenhum estranhamentotendo na essência ritmos como vanerã mesmo tendo o, chote, milonga e chamamé, não causa nenhum estranhamento.tendo na essência ritmos como vanerão, chote, milonga e chamamé, não causa nenhum estranhamento

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Fazendo a Historia do Samba...Túlio Piva - 100 Anos

Na terça-feira, dia 10/11, para finalizar a  programação do Projeto Sons da Cidade da Secretaria Municipal da Cultura aconteceu o show "Túlio Piva Eterno como o Samba 100 Anos" que foi comendado pelos netos do compositor Rodrigo e Rogério Piva e contou com a participação de amigos da época e músicos jovens que tem no seu trabalho uma forte influencia de Tulio Piva.
Desde meados da deca da de 50 o compositor mostra seu trabalho e faz sucesso com alguns sambas até hoje cantados por muitos, na e poca grandes nomes importantes do samba vinham a Porto Alegre em busca das composições dele. Em 1968 foi o grande vitorioso do II Festival Sul Brasileiro da Canção Popular com Pandeiro de Prata. Na decada de 70, junto com Lucio do Cavaquinho montou dois bares que marcaram a noite de Porto Alegre: Pandeiro de Prata e Gente da Noite, localizados na Cidade Baixa e foi neste ambiente que os netos Rodrigo e Rogerio se iniciaram na musica.

O show de terça foi um grande encontro de amigos e admiradores, o teatro esta cheio e foram momentos de grande emoção que uniu nomes da musica seja da época de ouro do rádio na cidade até jovens talentos como Bibiana Peteck. Um dos momentos de maior emoção, na minha opinião, foi ver subir ao palco Vera, unica filha do compositor, para cantar ao lado de seus filhos Rodrigo e Rogerio. Não podia faltar no palco um dos nossos grandes nomes da percussão, Giovanni Berti  que conviveu desde a infância (é considerado da família) com Tulio e foi com ele que inicio sua carreira artística. 






 Quando criança cheguei a conhecer Tulio, meu pai em toda sua trajetória de trabalho nas rádios, jornais e televisão de Porto Alegre fez muitos amigos, mas a história mais mercante que trago comigo foi contada por meu pai... segundo ele, a primeira musica que eu mostrei interesse quando criança, foi Pandeiro de Prata e essa história contada por meu pai me acompanha até hoje e me faz ter um grande carinho pela musica deste grande compositor.







quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Literatura e musica sempre se afinam... A Feira do Livro comprova isso.

A 61° Feira do Livro segue e tem muita coisa boa acontecendo, atividades para todas as idades e gostos, é sempre um prazer caminhar entre as bancas, encontrar amigos, acompanhar a programação e participar das atividades com as quais se tem mais afinidade e interesse (infelizmente não se pode estar em todos os lugares, todo tempo).

No domingo, dia 08, as atividades começarem cedo dentro da programação infantil da Feira com a peça Piá Farroupilha no Auditório Carlos Urbim e contação de histórias com a Turma da Alice no Jardim do Chapeleiro Maluco. 

E no inicio da noite foi o momento de ir até o Auditório Barbosa Lessa do CCCEV para assistir o bate papo com Vitor Ramil sobre seu livro A Primavera da Pontuação. Intercalando a leitura com Luis Carlos Fischer, Vitor Ramil nos deliciou com trechos do livro mostrando uma fabula divertida e cheia de surpresas onde brinca com as palavras e outros símbolos gráficos da linguagem que vivem dilemas pessoais e intrigas pelo poder. A história tem inicio quando um ponto é atropelado por uma palavra-caminhão o que deixa toda a pontuação em alvoroço e altera toda a ordem da cidade de Ponto Alegre. Como este é o terceiro livro de ficção de Ramil que a muito nos encanta com suas belas composições musicais tivemos a grata surpresa de que o encontro não tenha se limitado apenas a trechos e comentários sobre A Primavera da Pontuação, livro que autografou neste mesmo dia, após o encontro, mas quem esteve no auditório ainda pode saber um pouco mais e ouvir trechos de suas livros anteriores, Pequod de 1995 e Satolep de 2008 além de um pocket show antes de que ele se encaminhara para a praça de autógrafos da feira, com certeza, para os apaixonados por musica e literatura este foi um dos grandes momentos da feira do livro deste ano.

 











 E como se isso fosse pouco, ainda juntando musica e literatura em perfeita harmonia e total integração, no Auditório Carlos Urbim aconteceu o Show de Sergio Rojas e Banda "As canções do Patrono" com obras de grande sucesso do patrono da feira Dilan Camargo  musicadas e qual contou com algumas participações especiais e a presença de Dilan Camargo. Sergio Rojas, cantor, compositor e arranjador que tem em sua herança a formação musical da convergência fronteiriça do Rio Uruguai onde se unem a milonga do pampa argentino com o folclore uruguaio, o melhor da musica popular brasileira e a guitarra espanhola, tem mais de 30 anos de carreira e já dividiu o palco com grandes personalidades na musica nacional e internacional como Mercedes Sosa, Fito Paez e Renato Borghetti. 







Pelo que tenho acompanhado, a 61° Feira do Livro só te feito comprovar o quando literatura e musica se afinam pois temos renomados músicos e compositores lançando excelentes livros, bom como textos e poemas  de grandes nomes da nossa literatura se transformando em belas canções...